Com incentivo do meu namorado bicicleteiro, torrei minhas economias numa linda bike e criei coragem para andar por São Paulo com ela. Logo na primeira semana senti na pele tudo aquilo que já sabia sobre essa cidade: nada humana, trânsito caótico e feito apenas para carros, privilegiando motoristas apressados, mal educados, sem respeito por pedestres nem ciclistas.

minha Dahon tortinha
Houve muitas melhorias de uns anos para cá com a implantação de bicicletários e a permissão de bikes no metrô durante os finais de semana, mas isso está longe de ser o ideal. Sem ciclofaixas, a sensação que tenho ao ter que pedalar no meio fio (que é o único espaço que sobra) é essa:

Tente pedalar somente no meio fio, motorista cuzão caro senhor motorista.
Quando a coisa aperta no trânsito, subo na calçada e tento pedalar numa verdadeira pista de motocross. Como os cadeirantes conseguem se deslocar nessa situação? Se não bastasse, faltam calçadas rebaixadas para que eles possam descer sem foder o cu correr o risco de cair e se machucar.
Como conviver em uma cidade onde um meio de transporte não poluente e saudável como a bike é considerada um estorvo? Ela deveria ser vista como um meio alternativo e viável para não sufocar ainda mais o trânsito e o transporte coletivo já caóticos e saturados. Dessa forma, nossa hora do rush seria linda assim.


