a gorda e a magra

terça-feira, 1 de junho de 2010

Com incentivo do meu namorado bicicleteiro, torrei minhas economias numa linda bike e criei coragem para andar por São Paulo com ela. Logo na primeira semana senti na pele tudo aquilo que já sabia sobre essa cidade: nada humana, trânsito caótico e feito apenas para carros, privilegiando motoristas apressados, mal educados, sem respeito por pedestres nem ciclistas.

minha Dahon tortinha

Houve muitas melhorias de uns anos para cá com a implantação de bicicletários e a permissão de bikes no metrô durante os finais de semana, mas isso está longe de ser o ideal. Sem ciclofaixas, a sensação que tenho ao ter que pedalar no meio fio (que é o único espaço que sobra) é essa:

Tente pedalar somente no meio fio, motorista cuzão caro senhor motorista.

Quando a coisa aperta no trânsito, subo na calçada e tento pedalar numa verdadeira pista de motocross. Como os cadeirantes conseguem se deslocar nessa situação? Se não bastasse, faltam calçadas rebaixadas para que eles possam descer sem foder o cu correr o risco de cair e se machucar.

Como conviver em uma cidade onde um meio de transporte não poluente e saudável como a bike é considerada um estorvo? Ela deveria ser vista como um meio alternativo e viável para não sufocar ainda mais o trânsito e o transporte coletivo já caóticos e saturados. Dessa forma, nossa hora do rush seria linda assim.

paisagem sonora

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Esses são os sons da cidade de São Paulo segundo um ouvido japonês.

o corpo domesticado

terça-feira, 27 de abril de 2010

Estava no metrô quando entrou no vagão um grupo de jovenzinhas que, como todo adolescente, praticamente gritavam enquanto travavam uma conversa ultrajante, vergonhosa e, principalmente, burra. A questão girava em torno de alguma garota que costuma vestir um short curto, e não faltaram comentários como “aquela puta”, “aparecida”, “vaca”, “quer dar”, etc. Bom, ainda bem que a tal garota não é frígida, reprimida e mantém uma vida sexual tranquila, não é mesmo? Enfim.

O que me deixou indignada foi o fato de um mísero short ser capaz de levantar tamanha fúria beata nas meninas-santas. E pior: como podem subjulgar alguém por um motivo tão pífio? Penso como há discursos feministas sendo jogados aos ventos por pessoas que ainda mantém pensamentos machistas encrustados na mente como: a garota que gosta de sexo é puta, a garota que gosta de mostrar o corpo “tá querendo dar”, e por aí vai a baixaria. Como haverá igualdade entre os sexos se as próprias mulheres perpetuam dogmas machistas? Como podem pregar a liberdade sexual se mantem a ideia do corpo domesticado, obediente à moral? O corpo feminino ainda hoje é controlado e reprimido pelo androcentrismo!

Tentem googar qualquer imagem, todos sabemos que lá pelas tantas aparecerá a foto de uma mulher-padrão-objeto-pelada. Para não dizerem que minto, busquei a palavra “Peixe” e olhem o que apareceu na quinta página. Como se não bastasse, o nome da imagem é “sutiao-peixe.jpg”. Duplamente estúpido!!!



aula produtiva #1

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quarta-feira 8h da manhã, numa aula de 4 horas de duração ouvindo o professor falar, e falar e falar… e falar, e falar, e falar…